5.7.09

REVISTAS

A revista online de que mais gosto atualmente é a Sibila, mesmo não concordando com todas as opiniões e artigos. Destaco os textos do Ronald Augusto.

4.7.09

IMPRESSIONISMO ETNOGRÁFICO

Descobri essa semana uma frase do Nelson Rodrigues que traduz parte da minha experiência de viver no Rio de Janeiro por alguns meses:

"Toda vez que atravesso o Túnel Rebouças, sinto saudades do Brasil"

19.6.09

NUNO JÚDICE NO RIO

Convida para o evento
A matéria do poema:
encontro com Nuno Júdice














Segunda-feira, dia 22 de junho, às 15 h. R. Luís de Camões, 30 Centro – Rio de Janeiro, Tel: (21) 2221-3138

O ESQUECIMENTO EM YUCATÁN

contaram-me que existem cristos
com rostos lívidos modulados em cera
têm barba e cabelos autênticos
e lágrimas de sangue feitas com rubis
em yucatán... acendendo fogo

onde nada consegue arder imobilizo-te
no início da memória esqueço o magro corpo
a doença sem nome dizimará os orgãos escondidos
debaixo da pele e do sangue... parto em viagem

mesmo antes de ter chegado... devasso a noite
e as palavras sem ninguém... em yucatán
morro longe do mundo e não acredito
em nada do que me contaram





















pena não encontrar na internet as fotos mais teatrais que al berto fez.

18.6.09

A MAGNÓLIA

A exaltação do mínimo
e o magnífico relâmpago
do acontecimento mestre
restituem-me a forma
o meu resplendor.

Um diminuto berço me recolhe
onde a palavra se elide
na matéria – na metáfora –
necessária, e leve, a cada um
onde se ecoa e resvala.

A magnólia,
o som que se desenvolve nela
quando pronunciada,
é um exaltado aroma
perdido na tempestade,

um mínimo ente magnífico
desfolhando relâmpagos
sobre mim.

(Luiza Neto Jorge. Dezenove recantos e outros poemas. Rio de Janeiro, Sette Letras, 2008)

JORNALISTAS

As reservas de marcado realmente importantes para cair demoram, demoram, mas caem. E viva! Não sei o que meus amigos jornalistas acham, mas o argumento do Ministro Carlos Ayres Britto foi no ponto: uma profissão que tem muito de literatura não pode querer ficar restrita aos que adquiriram diploma nas salas universitárias.

17.6.09

CAMÕES BURGER

O mesmo Camões, agora treslido por um jovem poeta português.

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É conforme. Já lá vão mais de
quatrocentos anos de tal “conversa
fiada” que poucas penélopes encontrou.
Para alguns, doutos e moralíssimos,
o comércio com as musas não era compatível
com fodas de foder bem dadas, em redondilhas
um pouco maiores do que eles, os necrófagos de serviço.

Os tempos mudaram, claro (e as vontades foram
encontrando novos alvos), mas a comédia dos ossos
veio para ficar, incerta, numa praia
insigne de enganos e misérias.
Agora, num intervalo cibernáutico medido
pela ignorância pública, lembram-se
d’O Poeta e de uns versos que a memória canta,
propícios às presidências que tão mal presidem.

São gajos novos, ou nem tanto assim,
místicos do “progresso” em que seus redondos
cus assentam, isto é, sobre um povo analfabeto e tudo
que ainda não lê nem sonha a pátria que foi, apenas, pretexto.

Porque um homem, por menos que valha,
valerá sempre mais do que esse conluio
de gestos sem alma dentro. A pátria,
meus senhores a pátria, foi esse ocidental
falo lusitano que gostava como Pessoa
de vinhos e de ironia fera. O resto foi cuspir,
cuspir raro na inércia e no inconclusivo ardor
com que um país em saldo se cumpre.

(Manuel de Freitas, [1972- ], Game over, Lisboa, & etc., 2002, p. 45-6)

15.6.09

NOVO CABEÇALHO

o leiaute acima foi feito por um grande amigo
o resto é literatura

12.6.09

VÁ E COMPRE!




















Título: Fábulas Delicadas
Autora: Eliana Mara Chiossi
Apresentação: Maria Lúcia Dal Farra
Texto das orelhas: Valter Hugo Mãe
Texto da quarta capa: RM (Roney Mauricio)
Gênero: Literatura brasileira/Contos
ISBN: 978-85-7531-323-7
Formato: brochura, 14 X 21 cm
Páginas: 112
Peso: 170 g
Preço: R$ 19,90
Escrituras Editora

ONDE: LDM, Rua Direita da Piedade, 20, Piedade (Próximo à Secretaria de Segurança Pública)
QUANDO: 18 de junho de 2009
HORÁRIO: 18 às 20:30

10.6.09

Wladimir Cazé na Midialouca

Wladimir Cazé e o cordel do punk encantado

8.6.09

NO RIO




6.6.09

CULPADO E VÍTIMA

Assistindo ao imperdível documentário "Simonal - ninguém sabe o duro que dei", penso no Brasil como um beco sem saída. A trajetória do cantor me soôu ao longo da exibição como uma crônica das virtudes-vícios deste nosso Patropi. Típico quase-cidadão brasileiro, Simonal ascende à condição de ídolo pop das multidões, performer à serviço do seu talento ímpar (é só ver sua deliciosa performance com Sarah Vaughan), da indústria do entretenimento e de outras. Sai da pobreza com os rios de dinheiro que ganha, passa a ter prestígio, algum poder e ignora voluntária e soberbamente a situação política do país pós-64. Por de fato ser o rei da cocada preta, não apenas se achar, segundo Chico Anísio, ele pensou que tudo podia e quis "fazer justiça com as próprias mãos". Pediu ajuda a agentes do DOPS para resolver um problema pessoal e se ferrou com a esquerda, a imprensa e a classe artística. Essas, por sua vez, no seu gesto tradicionalmente messiânico e salvacionista (que, redentoras, ainda possuem) do Patropi, jogam-no na lata do lixo com formas dignas de Stalin (as violentíssimas charges de Henfil em O Pasquim). Típica atitude de um país de extremos econômicos, sociais e políticos, cujo "barroco" a que tanto gostam de aludir não é o da confusão nem o da mistura, mas o da verdade absolutista do barroco setecentista. Culpado e vítima ao mesmo tempo e pelo mesmo gesto, Simonal é o Brasil - cheio de suingue e vazio de moral.

5.6.09

"ESPERAR SENTADO / ALGUMA COISA"

vídeo sub-dark-udigrudi com minha apresentação sábado na midialouca

"QUEEN SALLY II / OPRESSÃO"

lima trindade

31.5.09

ANTES DE VOLTAR AO RIO: ROCK & POESIA











Pastel de Miolos (Alex, Wilson, Alisson) no palco da Midialouca













Nelson Magalhães Filho e PDM











Lima Trindade com PDM













Jair (Declinium), Gustavo Rios e o PDM















Wladimir Cazé e PDM












Eu e PDM















S. Siouxie, K. Funke e PDM













Alex (PDM) e Elmo (Opus Incertum)


















Diogo Costa e PDM




Fotos: Irena Martins

29.5.09

LAST CALL


27.5.09

ALGO DE PODRE

algo de podre me diz que viver
nesse país de sangue nos dentes
é queimar a carne em banho-maria

o valor venal da lama e do lixo
o cheiro de morte a gelo e fogo
fazem os pulmões tossir suas moedas

que sejam de dez centavos senhor
meus filhos precisam comer por favor
meus filhos precisam de

algo de podre me diz que viver nesse luxo
de virtude que é vício e vice-versa
é sempre um luto à espera de todos

aqui tudo acaba e começa em fracasso
bloco, partido, arrastão, muita fúria
moedas na dança da corda-bamba

essa vontade de sexo e poder
essa vontade de guerra e delírio
da-nação em brasa, braseiro e brasil

algo de podre vai explodir nossa paz de moedas
que sempre temos à mão por moral
que sempre temos como algo de podre
a encher nossas bocas de fumo e de fome

25.5.09

ANTES DE SÁBADO...

... eu assino embaixo das quatro escritoras